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quarta-feira, 20 de maio de 2026

MARANHÃO: Policial e comparsa são presos por execução brutal de casal na frente do filho

 

A Justiça do Maranhão decretou a prisão temporária do policial penal Erinaldo de Jesus Amaral, conhecido como “Preto”, e de Elivaldo Correa, o “Poca”, investigados pela execução do casal Gerval de Jesus Silva, de 39 anos, e Adenilde de Jesus Silva Fróes, de 40 anos, no município de Pinheiro, na Baixada Maranhense.

A decisão foi assinada pelo juiz João Paulo de Sousa Oliveira, titular da 3ª Vara da Comarca de Pinheiro, no âmbito de um processo que tramita sob sigilo e ao qual o site do Luís Pablo teve acesso com exclusividade.

O crime ocorreu na noite de 14 de dezembro de 2025, no povoado Campo Novo da Chapada, zona rural de Pinheiro. Segundo consta na decisão judicial, as vítimas foram executadas dentro da própria residência na presença do filho menor do casal.

De acordo com a representação da Polícia Civil, os investigados participaram da mesma festa em que estavam Gerval e Adenilde. O documento aponta que os dois deixaram o local antes das vítimas e seguiram até a residência do casal, onde teriam aguardado para praticar o crime.

A decisão judicial afirma que cápsulas de munição calibre 9mm foram encontradas na cena do duplo homicídio e destaca que um dos investigados possuía arma registrada do mesmo calibre.

O magistrado também cita nos autos que os elementos reunidos pela investigação apontam para uma possível execução motivada por vingança relacionada a um homicídio anterior ocorrido no município de Santa Helena.

Segundo a decisão, Gerval de Jesus Silva teria participado da morte de José Domingos Correa, irmão do investigado Elivaldo Correa, o “Poca”, assassinado em setembro de 2025 no povoado Macaco, em Santa Helena.

A Justiça destacou ainda que Adenilde teria sido morta por ter presenciado a execução do companheiro e por conhecer os autores do crime.

“Também merece especial relevo a circunstância de que Adenilde de Jesus Silva Fróes teria sido executada por haver presenciado o homicídio de seu companheiro e por conhecer os atiradores”, diz trecho da decisão.

Durante a operação realizada nesta sexta-feira (15), a Polícia Civil apreendeu armas de fogo, munições, carregadores, aparelhos celulares, documentos, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos.

As diligências foram coordenadas pela 5ª Delegacia Regional de Pinheiro, com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA), Delegacia de Santa Helena, Delegacia de Palmeirândia, 1º Distrito Policial de Pinheiro e equipes da Operação Protetor dos Biomas.

Na decisão, o juiz também autorizou mandados de busca e apreensão para localização de armas, munições, celulares, documentos, mídias digitais e veículos relacionados ao crime.

A prisão temporária dos investigados foi decretada pelo prazo de 30 dias.  

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