A Polícia Civil do Maranhão segue com o inquérito que apura as circunstâncias da morte da doméstica Maria José Mariano, de 49 anos, na noite de segunda-feira, 13, no município de Bacabal.

As evidências indicam que ela foi atacada pelo próprio cachorro, um pitbull, dentro de sua residência, no povoado Cordeiro, zona rural da cidade.
De acordo com o delegado Oséias Cavalcante, responsável pelo caso, todas as hipóteses seguem sendo analisadas, como determina o protocolo investigativo, e não há, até o momento, indícios de prática criminosa por parte do marido da vítima, conforme narrativas disseminadas nas redes sociais.
Segundo informações apuradas pelo portal O INFORMANTE, já foram ouvidos o companheiro da vítima, vizinhos, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), policiais militares e bombeiros que atenderam a ocorrência.
A oitiva das testemunhas faz parte das diligências iniciais para esclarecer completamente os fatos.
Apesar da abertura do inquérito e da coleta de depoimentos, as primeiras apurações indicam que a morte pode ter sido resultado de uma fatalidade.
Ainda assim, a Polícia Civil reforça que o caso segue sob investigação e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
O CASO
De acordo com relatos iniciais, o ataque ocorreu enquanto Mara, como era conhecida a vítima, dava banho no animal.
O companheiro dela, Lourival Douglas Alves da Silva, de 61 anos, estava fora de casa no momento. Ao retornar, encontrou o imóvel em situação crítica e o cão em estado de extrema agressividade.
Sem conseguir deixar o local em segurança, Lourival se trancou em um dos cômodos e acionou socorro. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender a ocorrência.
Segundo os bombeiros, houve tentativa de conter o animal utilizando equipamentos apropriados, como laços de contenção, mas o nível de agressividade e o porte do pitbull impediram o controle.
Diante do risco iminente à vida do companheiro da vítima, que ainda estava dentro da residência, a Polícia Militar optou por abater o cachorro com um disparo de arma de fogo.
Após a ação, os agentes conseguiram acessar o imóvel e encontraram Maria José já sem vida, com múltiplos ferimentos.
O cachorro vivia com a família há cerca de dois anos e havia sido adotado já na fase adulta.
Moradores da região relataram que o animal já apresentava comportamento agressivo anteriormente, informação que também foi confirmada pelo companheiro da vítima, em depoimento à polícia.
A porta dos fundos da residência estava aberta no momento do ataque, o que permitia a livre circulação do cão pelo imóvel.
PAI DESCARTA SUSPEITA DE FEMINICÍDIO
Diante de rumores levantados na cidade sobre a possibilidade de feminicídio, o pai da vítima, Juscelino Bezerra, veio a público para afastar as suspeitas contra o genro.
Ele afirmou acreditar que a filha foi, de fato, vítima do ataque do animal e destacou que o corpo apresentava marcas compatíveis com mordidas de cachorro. Juscelino também defendeu o companheiro da vítima, classificando-o como um homem trabalhador e sem histórico de violência. Oinformante
























