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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Justiça mantém tornozeleira eletrônica de prefeito acusado de matar PM no Maranhão

 

O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), continuará sendo monitorado por tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça que negou o pedido da defesa para revogar a medida cautelar. O despacho foi proferido pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, que entendeu não haver elementos novos capazes de justificar a alteração das restrições impostas ao gestor. A informação foi divulgada pelo Atual7.

Prefeito João Victor e o PM Geidson Thiago da Silva

Na mesma decisão, o magistrado também rejeitou o pedido para que o prefeito viajasse por 15 dias ao município de Bodocó, em Pernambuco, onde pretendia visitar a avó paterna, que enfrenta tratamento contra um câncer. Segundo o juiz, apesar da situação familiar merecer consideração, a defesa não demonstrou que a presença do réu fosse indispensável nem que isso justificasse a flexibilização das medidas cautelares.

João Vitor Xavier teve a prisão preventiva substituída pelo monitoramento eletrônico em setembro de 2025 e responde a uma ação penal pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos. O crime ocorreu durante uma vaquejada realizada em julho do ano passado, no Parque Maratá, em Trizidela do Vale, quando a vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a acusação foi construída com base em depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e outros elementos reunidos durante a investigação. Em depoimento à Polícia Civil, o prefeito admitiu ter efetuado os disparos, mas sustenta, por meio da defesa, que agiu em legítima defesa após uma suposta agressão.

Essa versão, no entanto, é contestada tanto pelo Ministério Público quanto pela Polícia Civil. O relatório final da investigação aponta que o policial, que estava de folga no momento do crime, foi surpreendido sem possibilidade de reação, após reclamar que o farol do veículo conduzido pelo prefeito estava direcionado para seu rosto.

Além da acusação de homicídio qualificado, João Vitor Xavier também responde pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e receptação. O processo segue em tramitação na Justiça maranhense. Oinformante 

 

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