A família do maranhense Leotan Vieira Abreu recebeu a confirmação de que o jovem morreu enquanto atuava na guerra entre Rússia e Ucrânia. Natural de Imperatriz, ele havia deixado o trabalho como motorista para viajar ao país e tentar integrar as forças ucranianas. Leotan é o segundo maranhense identificado como vítima do conflito.

Morador do povoado Lagoa Verde, na zona rural de Imperatriz, o jovem vivia com a mãe, o padrasto e os irmãos. O interesse pela guerra surgiu ainda em 2022, quando passou a acompanhar o conflito e a buscar informações sobre como poderia se voluntariar para lutar na Ucrânia.
A oportunidade de viajar surgiu somente neste ano. De acordo com os familiares, Leotan recebeu a confirmação para seguir ao país em junho e embarcou no mês seguinte. Como nunca havia participado de uma guerra, ele precisou realizar um treinamento básico após chegar à Ucrânia.
Depois da preparação, o maranhense foi deslocado para uma área de combate situada nas proximidades da fronteira russa. Foi nesse local que, segundo o relato de um colega que permanece na região, Leotan morreu após ser atingido pela explosão de uma mina terrestre.
A família perdeu o contato com ele em 17 de agosto. Dias depois, recebeu a notícia da morte por meio do companheiro de combate. Desde então, os parentes tentam obter informações sobre os procedimentos necessários para trazer o corpo de volta ao Brasil.
Até o momento, não houve contato direto da família com o governo ucraniano para tratar do traslado. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou que está à disposição para auxiliar os familiares.
Outros maranhenses também foram para a guerra
A morte de Leotan Vieira Abreu não é o único caso de maranhense envolvido nos combates na Ucrânia. Outro caso recente é o de Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, natural de Açailândia, cuja morte em combate foi comunicada pela mãe após informações recebidas de brasileiros que atuavam com ele no front. Segundo a família, o corpo estaria em uma área de risco, sob domínio russo. O Itamaraty informou que prestava assistência consular, mas não confirmou oficialmente a morte.

Mateus havia viajado para a Ucrânia em março de 2026, depois de trabalhar na Bélgica, e teria sido recrutado por forças ucranianas. A mãe relatou que ele assinou um contrato de seis meses para atuar no conflito.
Outro maranhense que ganhou destaque por sua participação na guerra foi Rafael Paixão, de Imperatriz. Em 2025, ele ficou gravemente ferido após pisar em uma mina durante uma missão e precisou amputar parte da perna esquerda. Rafael sobreviveu e chegou a ficar hospitalizado na Ucrânia. O caso chegou a gerar rumores de que ele havia morrido, posteriormente desmentidos.





