A juíza Laís Suellem Araújo presidiu duas sessões de julgamento na 2ª Vara da Comarca de Buriticupu, nos dias 17 e 18 de junho. As sessões do Tribunal do Júri ocorreram no salão do Júri do fórum e resultaram em duas absolvições e uma condenação. No primeiro julgamento, os réus foram Elita Pereira de Oliveira Cavalcante, acusada de ter matado Elton John das Chagas dos Santos, seu companheiro, e Edvaldo Cruz, julgado sob acusação de crime de ocultação de cadáver.
O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Elita Pereira quanto aos crimes de fraude processual e homicídio qualificado. Quanto ao crime de ocultação de cadáver, ela foi condenada, mas já teria cumprido a pena imposta. Já o réu Edvaldo Cruz foi absolvido.
De acordo com o inquérito policial, o crime ocorreu em janeiro de 2025, no povoado Vicinal, localidade da zona rural de Buriticupu. A vítima estava desaparecida, sendo o corpo encontrado depois, dentro de uma fossa desativada. Elton John foi morto a golpes de machado na cabeça. O irmão da vítima foi até a Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência. Em diligência até o local, a polícia localizou o cadáver de Elton ocultado em uma fossa desativada localizada no quintal da casa, sendo então acionada a perícia e o IML.
Conforme apuração da polícia, no momento do crime os denunciados estavam em casa quando a vítima chegou no local alterada e proferindo ameaças. Em depoimento, Elita confessou ter matado Elton, pois ele teria ameaçado matar ela e sua filha.
Outro caso
O segundo julgamento, ocorrido no dia 18, apresentou como réu Cleudivan da Silva. Ele estava sendo acusado de ter matado Francisco das Chagas Cardoso. De acordo com a denúncia, em 13 de janeiro de 2024, no Bar do Raí, Cleudivan teria matado Francisco a facadas. A polícia investigou que Cleudivan e sua companheira estavam ingerindo bebidas alcoólicas no bar e, em certo momento, ele teria agredido a mulher. Ao presenciar a cena, Francisco das Chagas tentou intervir e foi atingido por golpes de faca.
Logo após o crime, Cleudivan fugiu do local, tendo sido capturado em seguida, escondido na casa de sua irmã. No momento do interrogatório, ele teria confessado o crime, afirmando que golpeou Francisco das Chagas por, supostamente, a vítima estar importunando sua companheira. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença decidiu que Cleudivan era culpado. Ele recebeu a pena definitiva de 12 anos de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. O Maranhense

































