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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Senado aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

 


Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6x1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a  77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.  

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

"Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros", afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.    

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Brasília – DF – 14/10/2026 - Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Lula Marques/Agência Brasil.
Brasília-DF - 14/10/2026 - Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

"Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar", afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

"A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva", comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

"Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6x1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados", pontuou.

Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

"Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial", afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6x1.

"Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger", observou. Apesar de, ao longo do debate, ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação. 

Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6x1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

"A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos", disse o parlamentar. 

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta. 

Durante discurso na tribuna do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, criticou a ausência dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) na sessão destinada à votação da proposta. 

"Eu olho para o painel do Senado e ainda não vejo a presença do senador Flávio Bolsonaro, nem do coordenador de campanha dele, o senador Rogério Marinho. Eles haviam dito primeiro que eram contra [o projeto]. Diziam eles que era eleitoreiro, mas mudaram de posição", afirmou.  

Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul ao longo do dia, mas registrou a presença em plenário para votar a matéria de forma remota. No painel de votação, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à PEC. Marinho não registrou presença na votação, constando como ausente.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais. AgênciaBrasil

TRF-1 recebe ação contra Josimar Maranhãozinho por exploração ilegal de madeira em terra indígena

 

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) recebeu, nesta quarta-feira (14), uma ação penal contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) por suspeita de envolvimento em um esquema de retirada ilegal de madeira da Reserva Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão.

A decisão de encaminhar o caso ao TRF-1 foi assinada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que determinou o retorno dos autos tribunal, após acolher manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a magistrada, o STF não tem competência pra julgar o caso.

Sobre as investigações

O caso apura suspeitas de furto qualificado e associação criminosa em fatos que teriam ocorrido em setembro de 2012, quando Josimar era prefeito de Maranhãozinho, município do interior do estado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), uma operação realizada por equipes da Força Nacional, da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou pessoas transportando madeira retirada da reserva indígena sem a documentação necessária.

A investigação também apontou a existência de cancelas em estradas de acesso à área, onde vigilantes cobrariam valores para permitir a passagem. Conforme a denúncia, o esquema teria como objetivo viabilizar a retirada de madeira da reserva.

Josimar foi apontado entre os denunciados. Em depoimento à polícia, ele afirmou que havia sancionado uma lei municipal que proibia o tráfego de caminhões com cargas acima de sete toneladas nas estradas municipais. Segundo sua versão, a fiscalização da norma ficou sob responsabilidade de sua irmã, que ocupava uma secretaria municipal.

Por que o processo voltou ao TRF-1?

O processo foi encaminhado ao STF porque Josimar ocupa atualmente o cargo de deputado federal, apesar do parlamentar estar condenado à prisão (em regime semiaberto) por desvios de emendas parlamentares. A cassação do mandato, no entanto, ainda não aconteceu porque não foi pautado para votação pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

A PGR defendeu que o Supremo não tinha competência para julgar o caso, já que os fatos investigados teriam ocorrido quando o parlamentar exercia o mandato de prefeito e não estariam relacionados ao exercício da função de deputado federal. Cármen Lúcia acolheu o entendimento.

Com a decisão, o processo retornou ao TRF-1, que deverá dar prosseguimento à análise do caso.

Do Imirante.com

Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro

 


A primeira pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar registra 46% das intenções de voto, enquanto o petista alcança 44%, uma diferença de dois pontos percentuais. O instituto entrevistou 2.154 eleitores e estabeleceu uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que coloca os dois candidatos em situação de igualdade estatística.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, também mostra que 9% dos entrevistados pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 1% ainda não decidiram em quem votar. A pesquisa apresenta o primeiro retrato da disputa presidencial elaborado pela Quaest após a votação de 4 de outubro.

Confira os resultados da pesquisa Quaest para o segundo turno

  • Flávio Bolsonaro (PL): 46%
  • Lula (PT): 44%
  • Brancos, nulos ou não vão votar: 9%
  • Indecisos: 1%

Embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente, o intervalo de variação da pesquisa não permite apontar uma vantagem estatisticamente significativa sobre Lula.

Considerando a margem de erro, o percentual do senador pode variar de 44% a 48%, enquanto o índice do presidente pode oscilar entre 42% e 46%. Os intervalos se sobrepõem, o que caracteriza o empate técnico.

A diferença entre os candidatos indica um cenário de disputa próxima a menos de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro. O levantamento também identifica uma parcela de eleitores que ainda não declarou apoio a nenhum dos concorrentes.

Disputa presidencial chega à reta final após primeiro turno

Os brasileiros voltarão às urnas em 25 de outubro para escolher o próximo presidente da República. A votação ocorre após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos.

Na primeira etapa da eleição, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula conquistou 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual, resultado que levou a disputa para uma nova rodada de votação. 

Metodologia e registro da pesquisa eleitoral

A Quaest realizou 2.154 entrevistas com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto registrou a pesquisa na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026, conforme as exigências aplicáveis aos levantamentos de intenção de voto durante o período eleitoral. Do247

Delegado regional de Barra do Corda é afastado por 90 dias após denúncia anônima

 

Brito Júnior foi afastado das funções por 90 dias durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (14), em Grajaú — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O delegado Brito Júnior, responsável pela Delegacia Regional de Barra do Corda, foi afastado das funções por 90 dias durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (14), em Grajaú e Barra do Corda, no Maranhão. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, inclusive em duas delegacias.

Segundo a delegada Katherine Chaves, superintendente estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, a investigação começou após uma denúncia anônima e apura fatos relacionados ao exercício das funções na Delegacia de Grajaú. O motivo específico da investigação não foi divulgado porque o caso está sob segredo de Justiça.

Arma de fogo e munições foram encontradas em um sítio pertencente ao pai do delegado investigado — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Além de Brito Júnior, foram afastados um investigador de polícia, um guarda municipal que presta serviço na delegacia e um funcionário administrativo, todos vinculados à unidade de Grajaú.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares e computadores. Além do afastamento, Brito Júnior teve sua arma recolhida e ficou proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados.

Em Barra do Corda, os policiais fizeram buscas na Delegacia Regional e na residência de Brito Júnior. Já em Grajaú, as equipes estiveram na delegacia e em um sítio pertencente ao pai do delegado.

No sítio, os policiais encontraram uma arma de fogo e munições. Um caseiro que trabalha no local e também exerce atividades na delegacia, identificado como Charles Aminde Silveira dos Santos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Em nota, o delegado Brito Júnior afirmou que aguarda acesso à investigação. Segundo ele, o pedido já foi feito, mas negado. O delegado também alegou que houve cerceamento do direito de defesa.

De acordo com Katherine Chaves, a denúncia anônima foi encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que solicitou a abertura da investigação.

Durante o afastamento de Brito Júnior, o delegado Eduardo Galvão, titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda, assumirá interinamente a Delegacia Regional para garantir a continuidade dos serviços.


O que diz o delegado?


O delegado Brito Júnior se pronunciou nesta quarta-feira (14) sobre o caso. Em um vídeo, ele afirmou que não foi preso, disse que ainda não teve acesso aos autos da investigação e levantou a possibilidade de ser alvo de perseguição.

Segundo Brito Júnior, ele respeita a decisão judicial, mas contestou as circunstâncias do caso. Para ele, os fatos investigados já teriam sido justificados e comprovados, embora ainda não tenha conseguido consultar o conteúdo da apuração.

O delegado afirmou que procuraria seu advogado para tratar do caso e disse confiar que poderá esclarecer a situação. Ele também declarou estar tranquilo em relação à própria conduta e ao trabalho que desenvolve. Informações do G1MA

Lula anuncia nova modalidade do Pé-de-Meia para estudantes universitários

 

presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (13), a intenção de criar uma nova modalidade do programa Pé-de-Meia voltada a estudantes universitários em um eventual próximo mandato. A proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 durante dez meses por ano, além de um depósito anual de R$ 2.500. Segundo Lula, a iniciativa busca ajudar os jovens a iniciar a vida profissional após a conclusão do curso.

“Estamos criando para o próximo governo o Pé-de-Meia universitário. Garantindo que todos os jovens estudantes das escolas universitárias vão receber R$ 700 de poupança por mês durante dez meses e, no final do ano, nós depositaremos R$ 2.500”, afirmou o presidente em um vídeo publicado nas redes sociais.

Lula também declarou que, ao longo de um curso de quatro anos, os estudantes poderão acumular R$ 10 mil em depósitos anuais de R$ 2.500. O presidente, no entanto, não detalhou como funcionaria o pagamento mensal previsto na proposta nem apresentou informações sobre os critérios para participação no programa.

O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais. A proposta foi apresentada como uma iniciativa para um eventual próximo governo, e não como uma modalidade já implementada.

Atualmente, o Pé-de-Meia é voltado principalmente a estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Criado em 2024, o programa prevê o pagamento de R$ 200 mensais aos beneficiários, além de um incentivo de R$ 1.000 por ano letivo concluído, cujo saque depende da conclusão do ensino médio.

Também há um adicional de R$ 200 para quem participa dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com os incentivos, o valor acumulado pode chegar a R$ 9.200 por estudante.

O governo também mantém o Pé-de-Meia Licenciaturas, modalidade destinada a estudantes de cursos de formação de professores. A iniciativa prevê uma bolsa mensal de R$ 1.050, sendo parte do valor disponibilizada para saque imediato e outra parte depositada em uma poupança, condicionada ao ingresso do beneficiário como professor na rede pública de ensino.

Lula e Flávio Bolsonaro têm agendas previstas em São Luís em dias consecutivos

 



São Luís deverá receber, em dias consecutivos da próxima semana, os dois candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem visita prevista para terça-feira (20 de outubro), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) deverá cumprir agenda na capital maranhense na quarta-feira (21).

Segundo informações divulgadas pelo blog do jornalista John Cutrim, Lula deverá participar de uma caminhada pelas ruas de São Luís. O ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de reeleição do petista, tem chegada prevista à capital nesta quarta-feira (14) para tratar dos preparativos da mobilização. O local e o horário do evento ainda serão definidos.

Já na quarta-feira (21), apoiadores de Flávio Bolsonaro organizam o ato denominado “Bloquinho do 22”, com concentração prevista para as 18h22, na Praça Maria Aragão. A programação inclui uma caminhada pelas ruas da cidade.

Além do senador, foram anunciadas as participações dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE). Lahesio Bonfim (Novo), eleito senador pelo Maranhão, também está entre os nomes previstos para o evento.

As agendas, caso confirmadas, colocarão São Luís no roteiro das duas campanhas presidenciais em um intervalo de apenas um dia. A expectativa é de participação de lideranças políticas, militantes e apoiadores dos candidatos.

Os horários e demais detalhes das mobilizações ainda dependem de confirmação das respectivas organizações.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Nova UBS Antônio Manoel Costa amplia atendimento à saúde no bairro Creoli do Bina, em Tuntum

 


A Prefeitura de Tuntum, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inaugurou recentemente uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Creoli do Bina, ampliando a estrutura de atendimento da rede municipal e fortalecendo os serviços de atenção básica oferecidos à população.


Batizada de UBS Antônio Manoel Costa, a unidade foi construída na região central da comunidade após reivindicações dos moradores. A demanda foi atendida pela gestão do prefeito Fernando Pessoa, que reconheceu a necessidade de ampliar a assistência em saúde diante do tamanho da população do bairro. 


A nova estrutura oferece serviços essenciais, incluindo consultas médicas, atendimento odontológico e vacinação, facilitando o acesso dos moradores aos cuidados básicos de saúde sem a necessidade de deslocamentos para outras regiões da cidade.

Desde a inauguração, a unidade tem sido utilizada pela comunidade, e moradores demonstram satisfação com a nova estrutura e o atendimento oferecido. 


Com a implantação da UBS Antônio Manoel Costa, a gestão municipal amplia a presença dos serviços de saúde nos bairros e busca proporcionar mais comodidade e melhores condições de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). 


Prefeito de Barra do Corda é investigado por suposto pagamento de propina a auditores do TCE

 


O prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles, está no bojo de uma investigação criminal instaurada no âmbito da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), órgão máximo do Ministério Público.

O inquérito apura suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a auditores do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Além do gestor de Barra do Corda, Alexandre Magno Pereira Gomes, ex-prefeito de São João dos Patos, e Carlos Augusto Furtado Cidreira, ex-prefeito de Viana e os auditores do TCE-MA Antônio Ribeiro Neto, Cândido Madeira Filho e Gerson Portugal Pontes estão como investigados.

De acordo com a PGJ, a investigação apura supostos pagamentos de vantagens indevidas atribuídos a gestores municipais de Barra do Corda, São João dos Patos e Viana, no Maranhão, a auditores do órgão de controle externo.

Os citados, em tese, cometeram possíveis crimes previstos nos artigos 317 e 333 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de corrupção passiva e corrupção ativa.

A portaria determina que o procedimento tramite sob sigilo, com o objetivo de preservar o andamento das investigações, contribuir para o esclarecimento dos fatos e resguardar a intimidade dos investigados.

Também foi determinada a comunicação da instauração ao Tribunal de Justiça do Maranhão, conforme previsto na regulamentação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O documento estabelece prazo inicial de 30 dias para a conclusão do procedimento, contado a partir de sua instauração, sem prejuízo de eventual pedido fundamentado de prorrogação ao órgão jurisdicional competente.

O caso está sob o comando de Uiuara de Melo Medeiros, da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça e até o momento, o documento apresentado não detalha os valores supostamente envolvidos, as datas dos alegados pagamentos ou as circunstâncias específicas dos fatos investigados. DoNeto Ferreira 

Policial civil é espancado por quatro homens em Caxias; arma é roubada e dois suspeitos são presos

 


Um policial civil foi vítima de uma violenta agressão dentro de um bar no bairro Cangalheiro, em Caxias, no Maranhão, na noite deste sábado (11). A ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento e está sendo investigada pelas autoridades como uma possível tentativa de homicídio.

As imagens mostram uma breve discussão antes do início das agressões. Em seguida, quatro homens aparecem participando do ataque contra o policial. Durante o espancamento, um dos envolvidos utiliza uma cadeira para atingir a vítima.

Além das agressões, os suspeitos teriam roubado a pistola calibre 9 mm pertencente ao policial e uma bolsa que continha um carregador da arma.

Após o ataque, o agente recebeu socorro e relatou ter sido atingido por três disparos de arma de fogo. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre seu estado de saúde.

As circunstâncias do crime estão sendo apuradas pelas autoridades, que buscam identificar todos os envolvidos, esclarecer a motivação do ataque e localizar a arma roubada.


Dois suspeitos são presos

Dois homens foram conduzidos ao Distrito Policial de Caxias, no Maranhão, suspeitos de envolvimento no roubo e agressão contra um policial civil aposentado. A ação foi realizada por uma equipe da Força Tática do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) na manhã de segunda-feira (12).

De acordo com o registro da Polícia Militar divulgados pelo perfil oficial do 2º BPM, o crime ocorreu por volta das 3h da madrugada no bairro Cangalheiro. Na ocasião, a vítima foi agredida e teve subtraídos uma carteira com documentos, um aparelho celular e uma pistola calibre 9 mm.

Durante rondas ostensivas pelo bairro Seriema, por volta das 10h45, a guarnição avistou três indivíduos próximos a um bar. Ao notarem a aproximação da viatura, dois deles tentaram se desfazer de celulares.

Após abordagem e busca pessoal, os policiais apreenderam dinheiro e dois telefones com um dos homens, além de um celular com o outro abordado. Na tela de um dos aparelhos, havia a imagem de uma arma com características semelhantes à pistola roubada.

A equipe policial também teve acesso a um vídeo compartilhado em redes sociais que registra um dos suspeitos agredindo a vítima com chutes, uma cadeira e uma garrafa.

Os dois homens foram encaminhados à delegacia para a tomada das providências legais. No local, a polícia confirmou que um dos celulares apreendidos pertencia ao policial aposentado. O caso segue sob apuração das autoridades competentes. 

Lula avança para 49% e empata com Flávio Bolsonaro no segundo turno, indica PoderData/Aya

 Presidente reduz diferença de seis para dois pontos percentuais e esquenta a disputa presidencial a menos de duas semanas da votaçãoLula e Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) subiu dois pontos percentuais em cinco dias e alcançou 49% das intenções de voto em votos válidos para o segundo turno das eleições, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou dois pontos para baixo e registra 51%, aponta pesquisa do instituto PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13). Com uma margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na corrida do segundo turno, segundo dados divulgados pelo portal Poder360.

A reação do presidente ocorre após movimentos de mobilização política e engajamento digital. Para reverter o quadro desfavorável deixado pela primeira etapa da eleição, a campanha de Lula acionou uma força de mobilização composta por novos parlamentares eleitos e apoio de artistas nas redes sociais. O movimento incluiu o fortalecimento de conteúdos nas plataformas digitais e manifestações nas ruas, como os atos ocorridos no domingo (11) e na segunda-feira (12) em São Paulo, na Avenida Paulista, focados na defesa da soberania nacional e da democracia.

Apesar da recuperação de Lula na intenção de votos válidos, os índices de rejeição permaneceram estáveis. A parcela do eleitorado que afirma não votar no atual presidente “de jeito nenhum” mantiveram-se em 46%. Por outro lado, a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou variação de um ponto percentual, passando de 43% para 44%.

A avaliação sobre o atual governo mantém-se majoritariamente crítica na amostragem geral. De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam o desempenho de Lula à frente da Presidência da República, enquanto 44% aprovam e 6% não souberam responder. Os números de avaliação da administração federal espelham o mesmo resultado: 50% de desaprovação e 44% de aprovação.

O levantamento do PoderData/Aya entrevistou 3 mil pessoas por meio de ligações telefônicas fixas e móveis, abrangendo 686 municípios nas 27 unidades da Federação. A pesquisa possui intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01209/2026.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Três homens são mortos a tiros durante festa de aniversário no Maranhão

 


Três homens foram assassinados a tiros durante uma festa de aniversário realizada na madrugada de domingo (11), em uma casa de eventos localizada no Residencial Verona II, em Imperatriz, na região tocantina do Maranhão. Segundo a Polícia Civil, o ataque teria sido motivado pela publicação de uma fotografia nas redes sociais em que um dos participantes aparecia segurando uma arma de fogo.

As vítimas foram identificadas como Rubem Nilson Colto da Silva, Felipe Gabriel Silva de Jesus e João Vitor de Souza Nunes. Dois homens morreram ainda no local, enquanto o terceiro chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia investiga a possível participação de integrantes de uma facção criminosa no triplo homicídio. Uma das linhas de investigação aponta que o crime pode estar relacionado a disputas entre grupos criminosos que atuam na região.

Foto com arma nas redes sociais teria motivado ataque

De acordo com as informações policiais, aproximadamente 12 pessoas participavam da comemoração quando um grupo formado por cerca de seis a oito homens armados chegou ao estabelecimento.

Antes da invasão, um dos participantes da festa, que posteriormente seria uma das vítimas do ataque, teria publicado uma fotografia nas redes sociais em que aparecia segurando uma arma de fogo.

A publicação teria chamado a atenção de integrantes de uma facção criminosa da região, que se deslocaram até o local para exigir a entrega da arma exibida na imagem.

Ao chegarem à festa, os suspeitos começaram a ameaçar e agredir os participantes, exigindo que entregassem o armamento. As pessoas presentes, no entanto, negaram que houvesse qualquer arma no estabelecimento.

Ainda segundo a polícia, a situação provocou uma briga envolvendo três participantes da comemoração e integrantes do grupo criminoso.

Poucos minutos depois da confusão, outros homens armados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos contra três participantes da festa.

Duas vítimas morreram no local e uma terceira no hospital

Rubem Nilson Colto da Silva e Felipe Gabriel Silva de Jesus foram atingidos por vários disparos e morreram antes da chegada do atendimento médico.

João Vitor de Souza Nunes também foi baleado durante o ataque. Ele chegou a receber atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a uma unidade hospitalar de Imperatriz.

Apesar dos esforços das equipes médicas, João Vitor não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no hospital.

Vítima de triplo homicídio era investigada por ataque que deixou cinco baleados

Durante as investigações, a polícia identificou que Rubem Nilson Colto da Silva, uma das vítimas do triplo homicídio, teria ligação com uma facção criminosa atuante em Imperatriz.

Segundo a polícia, Rubem também estaria envolvido em um ataque a tiros ocorrido em 16 de maio deste ano, em um lava-jato localizado no bairro Parque São José, também em Imperatriz.

Na ocasião, integrantes de uma organização criminosa teriam sequestrado um motorista de aplicativo e utilizado o veículo da vítima para se deslocar até o estabelecimento.

Ao chegarem ao lava-jato, os criminosos efetuaram disparos contra pessoas que estavam no local. Cinco pessoas foram baleadas durante a ação, e uma delas, um jovem que, segundo a polícia, não tinha envolvimento com atividades criminosas, morreu em decorrência dos ferimentos.

As investigações apontaram Rubem Nilson como um dos suspeitos de participação nesse ataque.

Agora, meses depois, ele aparece entre as três vítimas do homicídio registrado durante a festa de aniversário no Residencial Verona II.

Polícia investiga possível disputa entre facções criminosas

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o triplo homicídio esteja relacionado a conflitos entre facções criminosas que disputam territórios e influência em Imperatriz.

As circunstâncias do ataque, a identificação de todos os envolvidos e a possível relação entre os homicídios e disputas entre organizações criminosas deverão ser esclarecidas ao longo das investigações.

Até o momento, não foram informadas prisões relacionadas ao triplo homicídio. DoImirante 

Governo Lula zera impostos federais sobre gasolina

 


O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira a ampliação do subsídio para gasolina, a 16 dias do segundo turno das eleições. A desoneração será de R$ 0,89, o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina. Foram anunciadas ainda uma subvenção extra para o diesel e um aumento no apoio ao etanol. Ao todo, as medidas terão impacto de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas em um mês.

O anúncio faz parte de um pacote de bondades que Lula começou a implementar há poucas semanas antes do primeiro turno, de olho nas eleições. Em meado de setembro, o governo concedeu reajuste de 15% do Bolsa Família, equivalente a reposição da inflação desde 2023. Desde aquele ano, o valor do benefício estava estagnado. Lula também disse que liberaria canetas emagrecedoras no SUS.

De acordo com a equipe econômica, a desoneração do etanol hidratado de R$ 0,19 por litro será mantida. Além disso, foi ampliada a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas de produtores desse combustível, que sobe de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro – é uma forma de manter sua competitividade em relação à gasolina.

Os cortes iniciais haviam sido instituídos por decreto assinado em 9 de setembro, com vigência de 30 dias.

Outra ação anunciada foi uma subvenção adicional aos importadores de óleo diesel de uso rodoviário, que passam a receber R$ 1,40 por litro, por um período de 30 dias. O valor se soma aos R$ 2,12 por litro já em vigor. Todas as medidas anunciadas nesta sexta-feira valem por 30 dias.

O Ministério do Planejamento informou que o impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026 em 30 dias. O governo sustenta que o valor será coberto com receitas extraordinárias de petróleo da União, “garantindo a neutralidade fiscal”.

A subvenção adicional ao diesel importado tem custo estimado de R$ 1,6 bilhão por trinta dias. Ou seja, no total, as medidas anunciadas nesta sexta-feira têm impacto de R$ 5,2 bilhões em um mês.

“Todas as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária e financeira”, disse o Planejamento em nota.