Três homens da mesma família foram assassinados a tiros durante a madrugada desta sexta-feira (28), em Vargem Grande, no Maranhão. O crime aconteceu por volta das 4h30, em uma residência localizada na Travessa Marcelino Alves, no bairro de Fátima, conhecido como Cascavel.
As vítimas foram identificadas como José Teixeira, conhecido como “Maradona”; Dário Cabral Teixeira, o “Daril”; e José Teixeira Filho, conhecido como “Zé Filho”.
Segundo informações da Polícia Militar, os três estavam dentro da residência quando foram surpreendidos por homens armados. Os suspeitos teriam invadido o imóvel e efetuado diversos disparos contra os moradores.
Os três homens morreram ainda no local, antes de receberem atendimento médico. Após o ataque, os criminosos fugiram e, até o momento, não foram localizados.
A motivação do crime ainda é desconhecida. A polícia realiza diligências para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias que levaram ao triplo homicídio.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão, que deverá ouvir testemunhas e reunir informações para tentar chegar aos responsáveis pelo crime.
A família do maranhense Leotan Vieira Abreu recebeu a confirmação de que o jovem morreu enquanto atuava na guerra entre Rússia e Ucrânia. Natural de Imperatriz, ele havia deixado o trabalho como motorista para viajar ao país e tentar integrar as forças ucranianas. Leotan é o segundo maranhense identificado como vítima do conflito.
Leotan Vieira
Morador do povoado Lagoa Verde, na zona rural de Imperatriz, o jovem vivia com a mãe, o padrasto e os irmãos. O interesse pela guerra surgiu ainda em 2022, quando passou a acompanhar o conflito e a buscar informações sobre como poderia se voluntariar para lutar na Ucrânia.
A oportunidade de viajar surgiu somente neste ano. De acordo com os familiares, Leotan recebeu a confirmação para seguir ao país em junho e embarcou no mês seguinte. Como nunca havia participado de uma guerra, ele precisou realizar um treinamento básico após chegar à Ucrânia.
Depois da preparação, o maranhense foi deslocado para uma área de combate situada nas proximidades da fronteira russa. Foi nesse local que, segundo o relato de um colega que permanece na região, Leotan morreu após ser atingido pela explosão de uma mina terrestre.
A família perdeu o contato com ele em 17 de agosto. Dias depois, recebeu a notícia da morte por meio do companheiro de combate. Desde então, os parentes tentam obter informações sobre os procedimentos necessários para trazer o corpo de volta ao Brasil.
Até o momento, não houve contato direto da família com o governo ucraniano para tratar do traslado. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou que está à disposição para auxiliar os familiares.
Outros maranhenses também foram para a guerra
A morte de Leotan Vieira Abreu não é o único caso de maranhense envolvido nos combates na Ucrânia. Outro caso recente é o de Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, natural de Açailândia, cuja morte em combate foi comunicada pela mãe após informações recebidas de brasileiros que atuavam com ele no front. Segundo a família, o corpo estaria em uma área de risco, sob domínio russo. O Itamaraty informou que prestava assistência consular, mas não confirmou oficialmente a morte.
Mateus Sandyel
Mateus havia viajado para a Ucrânia em março de 2026, depois de trabalhar na Bélgica, e teria sido recrutado por forças ucranianas. A mãe relatou que ele assinou um contrato de seis meses para atuar no conflito.
Outro maranhense que ganhou destaque por sua participação na guerra foi Rafael Paixão, de Imperatriz. Em 2025, ele ficou gravemente ferido após pisar em uma mina durante uma missão e precisou amputar parte da perna esquerda. Rafael sobreviveu e chegou a ficar hospitalizado na Ucrânia. O caso chegou a gerar rumores de que ele havia morrido, posteriormente desmentidos.
A Diocese de Grajaú comunicou, nesta quinta-feira (27), o falecimento do padre Aminadab do Nascimento, que estava em São Paulo para participar de um encontro nacional de catequese.
Segundo a nota oficial divulgada pela Diocese, o sacerdote foi encontrado desacordado no quarto do hotel onde estava hospedado. O falecimento ocorreu na manhã desta quinta-feira.
A notícia causou comoção entre sacerdotes, fiéis e integrantes da comunidade católica, que receberam com pesar a confirmação da morte do religioso.
Em nota, a Diocese de Grajaú manifestou solidariedade aos familiares, amigos, irmãos no sacerdócio e a todos os fiéis neste momento de dor e consternação.
“Neste momento de dor e consternação, unimo-nos em oração, confiando sua vida à misericórdia e ao amor de Deus”, destacou a instituição.
A Diocese também pediu orações pelo sacerdote e por seus familiares.
“Que o Senhor acolha o Padre Aminadab em sua morada eterna e conforte o coração de seus familiares, amigos, irmãos no sacerdócio e de toda a comunidade que hoje se encontra enlutada”, declarou a Diocese.
As informações sobre velório e sepultamento deverão ser divulgadas posteriormente pela Diocese e pelos familiares.
O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), reuniu-se, na terça-feira (25), com caciques e outras lideranças de diferentes povos indígenas do estado. Durante o encontro, ele ouviu as principais demandas apresentadas pelos representantes e assumiu o compromisso de promover políticas públicas destinadas à valorização e proteção dos territórios e à garantia de direitos.
Participaram também da reunião o prefeito Rigo Teles, de Barra do Corda, município que concentra expressiva população indígena; a prefeita de Fernando Falcão, Raimunda da Silva; o ex-prefeito Adailton e outras lideranças políticas.
Durante a conversa, os representantes indígenas apresentaram reivindicações relacionadas a áreas como saúde, educação, infraestrutura e apoio às atividades produtivas desenvolvidas nas aldeias. Na ocasião, eles manifestaram apoio ao projeto político do emedebista.
Orleans agradeceu o apoio das lideranças presentes e garantiu que manterá o diálogo com os povos originários para ampliar os investimentos nas aldeias. Ele destacou ações já realizadas pelo Governo do Estado em benefício das comunidades indígenas e reconheceu que ainda há muitas demandas a serem atendidas.
“Recebemos aqui caciques e lideranças de diferentes povos indígenas para ouvir suas demandas e conversar sobre tudo o que ainda precisa ser feito. Já conseguimos, com o apoio dos nossos parceiros, levar uma grande escola indígena, tratores, ambulâncias, mas sabemos que é preciso avançar muito mais. Reforço o compromisso de estarmos juntos, trabalhando por todas as aldeias, com respeito, diálogo e atenção às necessidades de cada comunidade. Contem com a gente”, afirmou Orleans.
Ele ressaltou ainda que pretende fortalecer iniciativas voltadas à educação escolar indígena e ampliar o acesso a outros serviços públicos. PorPedroJirgeMelo
Pesquisa do Instituto Qualitativa divulgada nesta quarta-feira, 26, traz um novo retrato da disputa eleitoral no Maranhão. O levantamento aponta Orleans Brandão na liderança para o Governo do Estado, com 41,1%, enquanto Roseana Sarney aparece em primeiro lugar na corrida pelo Senado, com 22,4%.
Pesquisaeleitoral
Na disputa pelo governo, Orleans aparece com 41,1% das intenções de voto, contra 36,6% de Eduardo Braide. A diferença entre os dois é de 4,5 pontos percentuais.
Os números mostram uma disputa bastante concentrada entre Orleans e Braide. Juntos, os dois alcançam 77,7% das intenções de voto no cenário estimulado.
Bem mais atrás aparece Felipe Camarão, com 4,2%, seguido por Roberto Rocha, com 3,9%. André Luís registra 1,3%, Saulo Arcangeli 0,9%, Reginaldo Lima 0,4% e Dimas Cassimiro 0,1%.
Ainda segundo o levantamento, 4% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos ou anulariam o voto, enquanto 7,5% não souberam ou não responderam.
Como a margem de erro da pesquisa é de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos, os intervalos estimados de Orleans Brandão e Eduardo Braide apresentam sobreposição.