Lula sanciona lei que obriga uso de tornozeleira por agressores de mulheres
Leis sancionadas determinam uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores e tipificam o crime de vicaricídio, quando há o assassinato dos filhos para atingir a mulher
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (9) três leis com o objetivo de intensificar o combate à violência contra as mulheres no país. O pacote faz parte de uma iniciativa do Executivo com o Legislativo em resposta ao número recorde de feminicídios no último ano. Das leis sancionadas, a principal é a que determina o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres. Com o texto, o monitoramento eletrônico passa a ser obrigatório sempre que houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. A lei também estabelece que, nas situações em que o uso da tornozeleira for necessário, deve ser cedido à mulher um dispositivo de segurança que a alerte sobre uma eventual aproximação do agressor.Como haverá um aumento no uso de tornozeleiras, a legislação aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) destinados a ações de enfrentamento da violência contra as mulheres. O objetivo é um maior custeio da compra e manutenção dos equipamentos.Outra lei sancionada pelo chefe do Executivo tipifica o crime de vicaricídio, crime que consiste no assassinato de filhos ou parentes com o intuito de causar sofrimento à mulher.Com a tipificação do crime, a legislação reconhece essa forma particular de violência ligada à violência de gênero e doméstica e o sistema de Justiça passa a ter um enquadramento claro para casos do tipo, o que ajuda a padronizar investigações e decisões judiciais, além de facilitar a produção de políticas públicas voltadas a esse tipo de violência.O crime de vicaricídio ganhou destaque depois que Thales Machado, secretário do município de Itumbiara, em Goiás, matou os filhos enquanto eles dormiam como uma forma de atingir a esposa por conta de uma suposta traição conjugal.O petista também sancionou lei que cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas. A data será celebrada em 5 de setembro, a mesma do Dia Internacional da Mulher Indígena.O texto foi de autoria da deputada federal Célia Xacriabá (PSOL-MG). Segundo ela, a data não é comemorativa, mas sim para chamar a atenção para um “problema grave”.O objetivo da deputada é utilizar a data para fazer um alerta às violências sofridas por mulheres indígenas e encorajar denúncias. CBN
Nenhum comentário:
Postar um comentário