O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu aumentar a pena de Júnior do Nenzin, que passou de 16 para 22 anos de prisão, ao julgar, nesta terça-feira (14), recursos apresentados pelo Ministério Público e pela assistência de acusação. A Corte manteve a condenação, promovendo alteração apenas na dosimetria da pena, por entender que a punição inicialmente fixada estava abaixo do adequado diante da gravidade do crime. A decisão foi tomada de forma unânime pela 1ª Câmara Criminal, por 3 votos a 0.

Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, após júri popular, por participação no homicídio que resultou na morte do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado e teve ampla repercussão em todo o Maranhão, dada a notoriedade política da vítima e as circunstâncias do caso.
Durante o julgamento dos recursos, os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa, que buscava anular o júri ou reduzir a pena aplicada. Por outro lado, acolheram os pedidos do Ministério Público, reconhecendo a existência de circunstâncias agravantes e apontando a necessidade de correção de aspectos técnicos na aplicação da pena, o que resultou no aumento do tempo de reclusão.
Com a nova decisão, o Tribunal reforça o entendimento de maior rigor na punição de crimes dessa natureza, especialmente diante das circunstâncias que envolvem o caso. A condenação foi consolidada, e a pena fixada em 22 anos de reclusão, a ser cumprida em regime fechado. Júnior do Nenzin permanece preso desde março de 2025, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde segue cumprindo a sentença. Oinformante
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