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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Pesquisa BTG/Nexus: vantagem de Flávio é mínima; Lula cresce

 


Vantagem do candidato do PL caiu de 2,8 para 0,6 ponto percentual em seis dias. Os dois estão tecnicamente empatados a menos de uma semana da votação.

A vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula (PT) caiu de 2,8 para 0,6 ponto percentual em seis dias, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19). Flávio aparece com 46,5% das intenções de voto, contra 45,9% de Lula. Os dois estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio oscilou de 47,9% para 46,5%, enquanto Lula passou de 45,1% para 45,9%. As variações individuais ficaram dentro da margem de erro. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para domingo (25).

A seis dias da eleição, Lula encosta em Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa BTG/Nexus

A seis dias da eleição, Lula encosta em Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa BTG/NexusArte Congresso em Foco

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o candidato do PL tem 50,3%, ante 49,7% do petista. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 51,6% e 48,4%, respectivamente. Já na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, os dois registram exatamente 44,5%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.

Expectativa de vitória de Flávio diminui

Embora estejam tecnicamente empatados nas intenções de voto, Flávio continua sendo considerado o provável vencedor pela maioria dos entrevistados. A percepção de que o senador ganhará a eleição, porém, diminuiu de 58,7% para 53,7% desde a rodada anterior. No mesmo período, o percentual dos que apostam na vitória de Lula subiu de 36,2% para 39,2%.

A pesquisa também mostra que 90,9% dos eleitores afirmam já ter tomado uma decisão definitiva de voto, ante 92,4% na semana anterior. Outros 8,4% admitem mudar de candidato até domingo. Entre os eleitores de Flávio, 94,5% dizem que não mudarão de escolha. No caso de Lula, são 94%.

Os dois candidatos mantêm quase integralmente o apoio de quem declarou ter votado neles no primeiro turno. Flávio conserva 97,8% de seus eleitores e Lula, 97,4%. Entre os que votaram em outros presidenciáveis, o senador leva vantagem: 50,5% declaram intenção de votar nele, contra 32,4% no petista. Outros 15% pretendem votar em branco ou anular o voto.

Flávio recua entre beneficiários do Bolsa Família

A pesquisa registra uma queda numérica no apoio a Flávio entre beneficiários do Bolsa Família. Nesse grupo, o senador passou de 33,5% para 29,2% em seis dias, recuo de 4,3 pontos percentuais. Entre os que não recebem o benefício, a intenção de voto nele passou de 52,1% para 49,5%, redução de 2,6 pontos.

Os números não permitem afirmar que as variações sejam estatisticamente significativas, porque o levantamento não informa a margem de erro específica desses grupos. Tampouco é possível determinar, apenas com os dados disponíveis, em qual segmento do eleitorado o candidato perdeu mais apoio.

Na distribuição regional, Lula lidera no Nordeste, com 66,2% das intenções de voto, contra 27,9% de Flávio. O senador tem vantagem no Sul (61% a 31,4%), no Norte/Centro-Oeste (56,8% a 39,3%) e no Sudeste (49,2% a 40,8%).

O presidente também aparece à frente nas capitais, com 50,9% a 44,1%. Flávio lidera no interior, por 48,2% a 44,5%.

Mulheres e evangélicos dividem os eleitorados

O recorte por sexo mostra uma diferença expressiva. Lula tem 52,6% das intenções de voto entre as mulheres, contra 40,1% de Flávio. Entre os homens, a vantagem é do senador, com 53,7%, ante 38,3% do presidente.

O petista também lidera entre os jovens de 16 a 24 anos (52,8% a 36,2%) e entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo (59% a 31,4%). Flávio aparece à frente na faixa de 25 a 40 anos (54,3% a 39,6%) e entre os que ganham mais de cinco salários mínimos (56,9% a 38,9%).

A religião é outro fator de diferenciação. Entre os evangélicos, Flávio tem 62,1%, contra 31,6% de Lula. Entre os católicos, a situação se inverte: o presidente registra 52,7%, ante 42,4% do senador.

Rejeição de Lula e Flávio fica abaixo de 50%

A rejeição aos dois candidatos é semelhante. Lula é rejeitado por 47,8% dos entrevistados, que afirmam não votar nele de jeito nenhum. Flávio tem rejeição de 46,8%. Na semana anterior, o índice do petista era de 50,6%.

Entre os eleitores de Lula, 80,2% justificam o voto por considerá-lo o melhor candidato, enquanto 12% dizem escolhê-lo apenas para derrotar Flávio. Entre os apoiadores do senador, 72,1% afirmam que ele é a melhor opção e 21% declaram votar nele para impedir a vitória de Lula.

O levantamento também mostra que a avaliação negativa do governo supera a positiva. Para 42,9%, a administração Lula é ruim ou péssima, enquanto 32,4% a consideram ótima ou boa. Outros 23,6% classificam o desempenho como regular.

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