
A Polícia Civil e a Polícia Militar do Maranhão investigam um caso de violência contra a mulher praticado por um oficial da corporação.
O capitão da Polícia Militar Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva foi gravado agredindo uma policial militar e disparando uma arma de fogo contra outra mulher em um posto de combustíveis na Avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao elevado da Cohama, em São Luís.
O crime ocorreu no último sábado. Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que o militar agrediu com socos e chutes a vítima, uma policial militar que vestia um traje laranja, fazendo-a cair no chão.
Na sequência das agressões, o capitão sacou a arma e efetuou um disparo contra uma segunda mulher, identificada pela investigação como amiga da policial.
Durante a confusão, um homem também ficou ferido e precisou ser encaminhado para atendimento médico.
Depoimento e restrição eleitoral
Na tarde de segunda-feira, Jurambergson Soeiro apresentou-se na Casa da Mulher Brasileira, onde prestou depoimento e foi liberado em seguida. Segundo a polícia, o militar não permaneceu preso por não haver mandado de prisão em aberto no momento da apresentação.
A delegada responsável pelo caso solicitou a prisão preventiva do investigado ainda no sábado. No entanto, o pedido foi indeferido pela Justiça em razão das regras de restrição de prisões previstas na legislação eleitoral, período que se encerrou no início da semana.
Medidas disciplinares e suporte às vítimas
Em resposta ao ocorrido, o Comando-Geral da Polícia Militar determinou a abertura de um procedimento investigatório por meio da Corregedoria Geral da PM para apurar a conduta do oficial, que já foi afastado de suas funções operacionais.
A investigação criminal segue sob a responsabilidade da Delegacia Especial da Mulher (DEM). Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que a policial militar agredida já prestou depoimento e está recebendo acompanhamento especializado por meio da Patrulha Maria da Penha.
As demais vítimas e testemunhas do caso devem ser ouvidas nos próximos dias para a conclusão do inquérito. DoAcelioTrindade
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