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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Aprovação de Brandão ‘atrapalha’ Braide e ajuda Orleans


Após mais de cinco anos à frente do Maranhão, estado com o quarto maior PIB do Nordeste, o governador Carlos Brandão (MDB) tem o que comemorar: reeleito em primeiro turno com 51,14% dos votos em 2022, ele chega ao último ano do seu segundo mandato com mais de 61,00% de aprovação, conforme pesquisa divulgada pelo INOP na última terça-feira, 21.

Sua gestão produziu um extenso cardápio de avanços em indicadores de áreas estratégicas que consolidam o chefe do executivo estadual como o líder na região e o 4º colocado nacional no cumprimento de metas de governo, com mais de 63% de suas promessas de campanha totalmente executadas. Sob uma diretriz municipalista, a gestão emedebista superou a marca de 700 obras concluídas em várias frentes estruturais e sociais.

Por essa razão, o balanço altamente positivo do trabalho pode se tornar um obstáculo para a candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao mesmo tempo em que beneficia o adversário Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador e primo do ex-prefeito ludovicense, que é seu principal rival na disputa.

Autor do best-seller “A Cabeça do Eleitor — Estratégia de Campanha, Pesquisa e Vitória Eleitoral”, o cientista político Alberto Carlos Almeida constatou, com pesquisas, que os políticos bem avaliados como gestor pelos eleitores dificilmente perdem eleições e, em geral, fazem os sucessores.

Os eleitores fazem opção preferencial pelo “bom” e descartam o que consideram “ruim” ou “incógnita”. Não apreciam novidades pirotécnicas e não trocam o “certo” pelo “duvidoso”. E são pouco ideológicos — não ligando muito se o candidato é de esquerda ou de direita. A opção é pelo equilíbrio e pela competência técnica.

O cenário percebido nestas eleições sugere que o grupo atualmente no poder dificilmente deixará o cargo. Um dos motivos mais óbvios para a eleição do candidato apoiado por esse grupo é a satisfação dos eleitores com a gestão atual. Se os cidadãos percebem que o governador está cumprindo suas promessas de campanha, gerindo bem os recursos públicos e melhorando a qualidade de vida no estado, é provável que desejem continuar com essa liderança. Projetos bem-sucedidos de infraestrutura, segurança, educação e saúde pública podem gerar muita aprovação.

Muitos eleitores optam pela eleição como uma forma de garantir a continuidade de projetos importantes que estão em andamento. Grandes obras de infraestrutura, programas sociais e políticas públicas geralmente levam tempo para serem implementados e surtirem efeito. Eleger um candidato apoiado por um governador bem avaliado pode ser interpretado como uma estratégia para evitar interrupções e assegurar a conclusão dos projetos em andamento.

A familiaridade com o modelo de gestão do chefe do executivo atual pode gerar um senso de confiança entre os eleitores. Eles já conhecem o estilo de liderança, as prioridades e as políticas do gestor, o que pode trazer um sentimento de estabilidade. Essa confiança pode ser particularmente importante em tempos de crise ou incerteza, quando os eleitores podem preferir manter um modelo de gestão de uma liderança conhecida. Aliás, esse tem sido o recado de cidades como Imperatriz, Timon, Bacabal, Paço do Lumiar, dentre outras.

O apoio de partidos políticos e coalizões também pode desempenhar um papel crucial na eleição de um candidato. Gestores que mantêm boas relações com seus partidos e conseguem formar alianças estratégicas podem se beneficiar de uma máquina política robusta que ajuda a impulsionar sua campanha eleitoral ou de um aliado. O suporte partidário pode se traduzir em maior financiamento, melhor organização de campanha e maior alcance junto ao eleitorado.

A forma como os candidatos se comunica e sua imagem pública também influenciam a percepção dos eleitores. Campanhas bem estruturadas e com uma mensagem clara podem ter um impacto positivo. O estado da economia local e os problemas sociais também podem influenciar a preferência dos eleitores, que tendem a apoiar candidatos que prometem resolver questões urgentes.

Além disso, reza uma das máximas da política que só o imponderável ou uma dose muito exagerada de incompetência é capaz de impedir o sucesso de um candidato que tem a máquina administrativa a seu dispor. Há exceções, mas essa tem sido a regra. PorIsaías Rocha

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