
Enquanto a direita nacional se mobiliza em torno de uma das maiores manifestações simbólicas dos últimos meses — a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira, de Minas a Brasília, em defesa de Jair Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro — Lahésio Bonfim escolhe o silêncio.
Não é a primeira vez que Lahésio se distancia das pautas centrais da direita conservadora. Em 2022, negou Bolsonaro em entrevistas na TV Mirante, ficando em cima do muro.
Agora, diante de um ato que exige mais do que postagem em rede social — exige presença, desgaste físico e enfrentamento político — Lahésio novamente se ausenta. Não se mostra disposto a “suar e sangrar” pela direita, nem a dividir o ônus de uma pauta que mobiliza conservadores em todo o país.
Enquanto isso, outros maranhenses estão no ato, dando rosto e corpo à mobilização:
o influencer e pré-candidato a deputado federal Francisco Mello;
a suplente de deputada federal Mariana Carvalho;
e a vereadora de São Luís Flávia Berthier, entre outros.
Todos entenderam que, goste-se ou não do gesto, a política também se faz no campo simbólico, e que a direita cobra coerência entre discurso e ação.
Lahésio prefere manter distância. Evita se comprometer. Evita custos. Evita atritos. O problema é que liderança sem risco vira apenas comentário, e projeto político que foge das batalhas centrais perde musculatura.
A direita maranhense observa. E anota. Porque, no fim das contas, quem quer liderar um campo político não pode aparecer só quando é confortável. SidneiCosta
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