quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sebrae realiza primeiro Dia do Campo em Presidente Dutra


Atividades foram dedicadas às ações da metodologia Balde Cheio, voltado para a cadeia produtiva do leite




Centenas de pessoas estiveram presentes às atividades do Dia de Campo do Programa Balde Cheio realizado no sábado (25) no município de Presidente Dutra, numa realização do Sebrae em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura. No público, formado por produtores rurais dos municípios de Barra do Corda, Codó, Fortuna e Presidente Dutra, diversos interessados em conhecer a metodologia acompanharam os trabalhos na Fazenda Santa Tereza, propriedade rural atendida pelo projeto do Sebrae há cinco meses.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Robson Carvalho, a ação buscou ajudar a difundir a tecnologia do programa em Presidente Dutra. “Buscamos mostrar as experiências que temos na adequação e na implementação de sistemas produtivos, além de intensificar as atividades e levar tecnologia e melhoria de qualidade de vida para outros produtores", ressaltou Carvalho.

O proprietário da fazenda, Odimar Santana, e seu filho Carlos Santana, mostraram as experiências da propriedade com o Balde Cheio durante toda a manhã. "Já havíamos desistido da produção de leite", confidenciou Santana. "Mas com a chegada do Sebrae e do Balde Cheio, conseguimos enxergar uma nova oportunidade de negócio. Hoje estamos em um Dia de Campo, conhecendo as práticas, as técnicas e as teorias do programa e afirmo que queremos aumentar nossa produção e, futuramente, trazer um laticínio aqui para o nosso município e nossa região", declarou o pequeno produtor. 

Com pouco tempo de acompanhamento a Fazenda Santa Teresa já mostra mudanças. Além de um pasto saudável, projetos de irrigação para períodos de seca e alguns animais frutos de inseminação. Hoje a fazenda tem uma média de 300 cabeças de gados, com 60 vacas leiteiras produzindo 150 litros de leite por dia, apesar do período seco.

O visitante Clésio Guerra, da Fazenda Santa Marta – de Codó – também foi convidado a dar seu depoimento sobre o Projeto realizado em sua Fazenda. Com mais tempo de acompanhamento, o produtor ainda sente a necessidade de aprender mais a cada novo encontro. "É muito importante a realização de atividades como o Dia de Campo para multiplicar o efeito do projeto em outras regiões. Sempre tem alguma coisa para aprender em uma atividade como esta, além de ser uma satisfação, para o dono da propriedade, mostrar o que tem sido desenvolvido e uma satisfação, para os participantes, em estar aprendendo muito mais”, avaliou Guerra.

Para o consultor do Sebrae responsável pela atividade, Raoul Bidjeke, o Dia de Campo cumpriu seu papel em difundir os benefícios do Balde Cheio. “Estamos mostrando o trabalho que foi feito na fazenda do seu Odimar, mostrando a parte de manejo e de campo. O trabalho está iniciando, mas com certeza teremos o resultado esperado”, avaliou Bidjeke, que informou ainda que cerca de 100 propriedades rurais mandaram representantes às atividades. “Com certeza a unidade do Sebrae que atende a esta região poderá implementar a tecnologia Balde Cheio aos que se interessaram pelo trabalho", afirmou.
Barradocordanews

Neto Cruz no páreo rumo ao legislativo luminense em 2016



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Neto Cruz surge como opção na eleição de 2016.
O Contador e Blogueiro José de Ribamar da Cruz Neto, 26 anos, pode ser o mais novo sangue na política do município de Paço do Lumiar, 5ª maior cidade do estado do Maranhão em contingente populacional.
Morador do município desde quando tinha um ano, Neto Cruz conhece de perto a realidade local. Durante rápida conversa, Cruz confirmou que seu projeto de candidatura a uma cadeira no parlamento está muito avançado e já conta com entusiasmo de muitos amigos.
O blogueiro vem recebendo convite para filiar-se em diversos partidos, no entanto, mantém cautela: “No momento certo vou escolher a sigla que melhor identifique com a ideia de representar nossa gente da Câmara de Vereador de Paço do Lumiar”, explicou.
O pretenso candidato é sobrinho do primeiro prefeito de Paço do Lumiar, o senhor Pedro Ferreira da Cruz. Formado em Ciências Contábeis e também membro efetivo da Academia de Letras de Paço do Lumiar, como cronista. É titular do Blog do Neto Cruz, um dos blogs mais acessados do município.

Aliado de Dilma, Flávio Dino vai propor ‘entendimento nacional’ em reunião com governadores


Brasília - DF, 25/02/2015. Presidenta Dilma Rousseff recebe Flávio Dino, Governador do Estado do Maranhão. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Brasília – DF, 25/02/2015. Presidenta Dilma Rousseff recebe Flávio Dino, Governador do Estado do Maranhão. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
O Globo – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou, nesta terça-feira, que defenderá uma pauta de “entendimento nacional” para sair da crise, em reunião da presidente Dilma Rousseff com governadores, inclusive da oposição, na próxima quinta-feira.
“Irei à reunião dos governadores defender pauta de entendimento nacional para sair da crise, com retomada da estabilidade política. A estabilidade é fundamental para a conclusão do ajuste fiscal e retomada do crescimento econômico, com redução da taxa de juros”, escreveu Dino no Twitter.
O Palácio do Planalto quer o apoio dos governadores para barrar a “pauta bomba” no Congresso – projetos que significam aumento de despesas. O cenário que já foi ruim no primeiro semestre tende a piorar com o rompimento do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo.
“Uma agenda de entendimento nacional deve priorizar a estabilidade política imediata, sem debates como ´pautas bombas´ e impeachment”, acrescentou Dino no Twitter.
Paralelamente, começarão a ser divulgados nas redes sociais vídeos gravados sábado. Em cinco filmes de 30 segundos a um minuto, Dilma fala sobre as crises políticas e econômicas, intolerância, as Olimpíadas de 2016, o plano de exportações e o desemprego.
Se o Planalto está interessado em firmar um “pacto pela governabilidade”, os governadores levarão para a reunião assuntos de interesse dos estados, como a reforma do ICMS, fundo garantidor de Parcerias Público Privadas (PPPs), linhas de crédito e parcerias na área de segurança pública.
Ontem, o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou que o PT e Dilma tentam “dividir sua crise” com os governadores, ao ”constrangê-los” a participar de uma “reunião desnecessária”.

terça-feira, 28 de julho de 2015

CONFIRMADO: Flávio Dino Visita Tuntum, sábado, para inaugurar e anunciar obras


O governador Flávio Dino acabou de confirmar ao prefeito Dr. Tema que visitará Tuntum nesse próximo sábado (1). O governador chegará de helicóptero às 14h no estádio Temão onde será recebido pelo povo, pelo prefeito Dr. Tema e lideranças políticas locais. Do estádio o governador se deslocará até o Centro de Imagem onde irá vistoriar as suas instalações, com possibilidade de anunciar, em definitivo, sua esperada abertura.
Na visita o governador Flávio Dino irá inaugurá a creche que leva o nome da professora Brauniene de Medeiros, localizada no bairro Luizão. De lá o governador acompanhado do prefeito se deslocará até o Complexo Educacional onde se pronunciará a população sobre as ações que estão sendo executadas em todo o estado e das obras que irá desenvolver em Tuntum em parceria com o prefeito Dr. Tema.
Essa é a primeira visita do governador ao município depois de eleito. A expectativa da população e de toda classe política é grande em recebê-lo e ouvir sobre os seus projetos e  ações para Tuntum e região. Toda comunidade está convidada para se fazer presente e receber o nosso governador...    

Abrir o Centro de Imagem de Tuntum é interiorizar a saúde pública do Maranhão

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 Por Emerson Araújo

A saúde pública do Maranhão, nos últimos anos, não atendeu as demandas da população do Estado por conta dos equívocos de gestão de toda ordem dos governos estaduais sucessivos ligados a oligarquia Sarney e que a atual gestão precisa mudar este quadro caótico que ainda tem perdurado neste serviço público de grande relevância para todas as regiões maranhenses.
Reconhece-se que é pouco tempo de gestão do atual Governo para resolver os graves problemas do Maranhão, contudo a saúde pública do Estado não pode mais esperar condições administrativas favoráveis para dar as respostas que a população pobre carece deste serviço público relevante e que está associado à questão de sobrevivência humana. Não dá mais para esperar um simples procedimento médico de rotina, trinta, sessenta ou até mesmo noventa dias por falta de planejamento financeiro ou burocrático tão comum nestes casos. É preciso arrojo, criatividade e decisão administrativa urgente para que as ações de saúde pública nas principais regiões maranhenses saiam do discurso ideológico ou das manifestações emocionadas das redes sociais cotidianamente.
O Maranhão urge, a saúde pública do Maranhão também carece de urgência e foi com este desejo coletivo que todas as regiões do Estado elegeram o Sr. Flávio Dino, em 2014, mesmo reconhecendo as dificuldades que o seu mandato teria por conta das administrações nefastas da oligarquia Sarney ao longo de meio século de dominação e desmando. Porém, é fundamental lembrar que as doenças não podem esperar por decisões burocráticas e nem por tempo de bonança financeira para que se efetivem procedimentos médicos hospitalares básicos.
Mas há esperanças para que a saúde pública do Maranhão saia dos gabinetes e das mensagens persuasivas das redes sociais para serem transformadas em ações de políticas públicas urgentes neste campo, as esperanças estão relacionadas com a interiorização dos serviços de saúde pública pactuando com os municípios de todas as regiões procedimentos de gestão de saúde pública que chegarão de forma mais rápida aos usuários deste serviço. A verdade é que se há um pacto a ser feito no Maranhão, este pacto é pela saúde pública que atenda as necessidades de pacientes que, hoje, são levados a óbito pela falta de atendimento em tempo hábil paras as suas patologias e necessidades médicas hospitalares do dia-a-dia.
Repensar os hospitais regionais, preencher as vagas dos profissionais de saúde nestes locais e flexibilizar a gestão destes estabelecimentos com autonomia financeira, além fazer parcerias com a iniciativa privada da área médica para atendimentos especializados serão atitudes administrativas corajosas para atender as demandas fenomenais que o sistema de saúde pública do Maranhão ainda apresenta.
Feitas as ponderações, fica ainda uma sugestão pertinente para melhorar a saúde pública da região central maranhense dentro deste contexto macro de dificuldades apresentadas, é aproveitar os recursos técnicos do Centro de Imagem Antonio Joaquim da Cunha, em Tuntum, fechado há mais de uma década pelas perseguições políticas ao Prefeito Tema e ao município e pela falta de logística territorial dos serviços de saúde pública de governos estaduais anteriores. A abertura Centro de Imagem Antonio Joaquim da Cunha em Tuntum atenderá a uma área dos serviços médicos hospitalares que toda a rede carece hoje e depende exclusivamente das disponibilidades do Hospital Carlos Macieira que já não suporta mais as demandas de exames de certas complexidades em São Luís.
Aqui não se quer reivindicar em causa própria apenas, mas a abertura do Centro de Imagem de Tuntum será uma forma de interiorizar a saúde pública do Maranhão na região central do Estado e que só depende da vontade política e administrativa do Governador Flávio Dino.
Emerson Araújo é Jornalista Profissional

Vice-governador Carlos Brandão ao lado do prefeito Dr. Tema e de políticos da região cumpre agenda em Colinas


Carlos Brandão em Colinas
Carlos Brandão em Colinas
O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, esteve este fim de semana na sua cidade natal, Colinas, no sertão maranhense.
Durante a sua agenda especial na cidade, o vice-governador fez questão de prestigiar a tradicional vaquejada que acontece em Colinas, há 23 anos, e de se reunir com lideranças locais e regionais que estiveram com ele durante toda a manhã do último sábado (25).
Na ocasião, ele dialogou com diversos prefeitos, entre eles, Dr. Tema, prefeito de Tuntum e ex-presidente da Famem. O vice-governador reuniu-se também com ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos, lideranças políticas, representantes de comunidades colinenses e amigos de longas datas. Juntos, debateram sobre o governo Flávio Dino e também sobre a política local. “É um prazer estar na minha terra, conversando sobre o que planejamos para Colinas a para o Maranhão”, afirmou Carlos Brandão.
O vice-governador deve voltar a Colinas, na segunda quinzena de agosto.
Netoferreira com edição

Carros são incendiados no pátio da delegacia de Maracaçumé (MA)



Automóveis do pátio da delegacia de Maracaçumé (MA) – município localizado a 458 km de distância da capital, São Luís – foram incendiados na madrugada desta terça-feira (28). O caso aconteceu às 2h30, na rua Almirante Tamandaré, Centro da cidade. De acordo com a Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), o suspeito por provocar o incêndio é o dono de uma Land Rover clonada, apreendida pela polícia.
O delegado da 8ª Regional de Zé Doca – a qual Maracaçumé faz parte –, Henrique Mesquita, informa que o proprietário investigado anunciou, anteriormente, que tentaria incendiar o veículo apreendido. O fogo, no entanto, atingiu a Land Rover, um carro de polícia e um outro automóvel de modelo não identificado.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que investigadores da Polícia Civil realizam buscas para encontrar e prender o autor do ato criminoso. 'A SPCI também já solicitou a presença de peritos oficiais no local para apurar as circunstâncias do crime', diz trecho da nota.
G1
Carros são incendiados no pátio da delegacia de Maracaçumé (MA) (Foto: Tony Rodrigues)

Lava Jato: Edison Lobão cada vez mais perto da prisão


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Acusado de também receber propina para assegurar contratos da UTC nas obras da usina nuclear Angra 3, ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, corre risco de ir para a cadeia com os novos desdobramentos da Lava Jato no setor elétrico do país.

Blog do John Cutrim

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 28, a 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Radioatividade. Cerca de 180 agentes cumprem 30 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri.  O foco das investigações são contratos firmados por empresas como a Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobrás.
A operação investiga formações de cartel e ajuste prévio de licitações nas obras da usina de Angra 3, além de pagamento de propinas a funcionários da estatal. O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em sua delação premiada homologada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que acertou diretamente com o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) o pagamento de propina para a obtenção de obras em Angra 3, no Rio de Janeiro.
De acordo com o depoimento de Pessoa aos investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato, ele fechou com o hoje senador Lobão o pagamento de R$ 1 milhão em propina, mais o pagamento de doações eleitorais a a caciques do PMDB no Senado. Um dos beneficiados, neste aspecto, teria sido o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
As obras de Angra 3 são executadas pelo consórcio formado pela UTC, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. Todas são investigadas pela Lava Jato. O grupo venceu uma concorrência em 2013 para executar as obras. A usina está orçada em R$ 3,1 bilhõe
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Jovem de Codó que aplicou hidrogel no pênis para ficar grande morre no interior de São Paulo.




O Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto (SP) confirmou nesta segunda-feira 27/7, que o jovem Yuri Mamede da Costa, de 18 anos, natural de Codó-MA, que morreu na sexta-feira, 24/7, havia aplicado hidrogel no pênis (veja o vídeo).
O jovem deu entrada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) na tarde de sexta-feira. Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz injetou a substância no pênis, mas não resistiu a um quadro de insuficiência respiratória aguda e morreu quatro horas após ser atendido.
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Segundo o médico legista Mário Marcos Abeid, autor do laudo, Costa sofreu uma embolia que causou uma parada cardiorrespiratória. "O rapaz obviamente não tinha conhecimento técnico para fazer tal procedimento, que eu nunca tinha visto ser realizado no pênis. Pela falta de conhecimento, provavelmente ele pegou vários vasos, causando vários trombos que caíram na circulação sanguínea, foram até o pulmão, causando um quadro de embolia pulmonar", explicou.
Ainda de acordo com Abeid, não foi possível detectar a quantidade de produto usada pelo jovem. Também não havia indícios de aplicações em outras partes do corpo.
O caso relembra a mesma situação da modelo Andressa Urach, que aplicou hidrogel nas pernas e terminou com problemas sérios no Hospital. Andressa Urach durante o período em que ela ficou internada para a retirada do hidrogel, que estava em uma dose 200 vezes maior do que o recomendado. Os registros mostram os grandes ferimentos que acometeram as pernas da modelo.
Na perna esquerda de Urach, é possível notar pelo menos quatro buracos de vários centímetros, preenchidos por uma espécie de curativo com gaze, além de um orifício menor, que permaneceu aberto.


No dia 2 de dezembro, a situação da vice-Miss Bumbum era bastante grave, pois a infecção que antes era local havia se espalhado pelo sangue. Felizmente, Urach conseguiu se recuperar e teve alta na véspera do Natal.
G1

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Flávio no El País: “Dilma tem de se apoiar nos que estão fora do furacão para superar a crise”

Dino defende protagonismo dos governadores para superar a crise política nacional
Dino defende protagonismo dos governadores para superar a crise política nacional
El País – O governador do Maranhão, Flávio Dino (São Luis, 1968), se declara um comunista promovendo o capitalismo no Estado com os piores indicadores sociais de todo o país. Depois de cerca de 50 anos de domínio da família Sarney, Dino afirma que se encontrou com um sistema baseado no paternalismo, onde não existe a livre concorrência, nem o livre mercado, onde são comuns os contratos fantasmas e superfaturados. “Que estou cuidando do capitalismo para depois pensar no socialismo acabou virando piada, mas eu preciso estimular os investimentos, deixar claro aos investidores que há respeito às regras do jogo, modernizar a economia e não ter grupo protegidos pelo Estado”.
Militante do Partido Comunista, juiz federal e professor de Direito Constitucional, o governador maranhense representa a mudança radical que trouxeram as urnas em 2014 no Estado de Maranhão, e, como outras vozes no país, reclama mais protagonismo dos governadores no cenário de crise atual. “Dilma precisa se apoiar em agentes políticos que estejam fora do olho do furacão”, afirma.
Pergunta. Qual é o seu maior desafio desde que você assumiu o poder no Maranhão?
Resposta. O mais desafiador é viabilizar uma transição política que consiga melhorar a vida da população, principalmente nesta conjuntura que nós vivemos. Tenho muito claro que depois de 50 anos de domínio dos Sarney não é suficiente apenas substituir quem detém o poder. O obstáculo está em você precisar construir uma nova institucionalidade, consolidar alianças e enfrentar traços culturais de uma tradição, me refiro muito especialmente ao patrimonialismo: o aparato estatal sempre esteve a serviço de interesses privados, pessoais e familiares.
Agora é preciso implementar uma cultura da legalidade, mudar a maneira como se contratam as pessoas, as compras do Governo… Porque tudo era submetido a uma lógica oligárquica, coronelista. Eu digo que tenho uma agenda de quatro séculos. A do século XVIII dos direitos civis; do século XIX dos direitos políticos; do século XX dos direitos sociais; e do século XXI do novo desenvolvimento. Tudo concentrado em um governo só.
P. O que de mais escandaloso você encontrou da gestão anterior?
R. São tantas coisas. A prática generalizada de contratos fantasmas e superfaturados que nós estamos desmontando: coisas que poderiam ser feitas por 10 milhões de reais, sendo feitas por 30 milhões de reais. Isso é muito chocante para mim. A outra é o nível de abandono das pessoas mais pobres. É claro que eu sabia disso, mas continua sendo chocante. Para te dar um exemplo, nós ainda temos 1.000 escolas de barro, de palha, escolas que não têm chão, onde as crianças não têm dinheiro para comprar calçado para ir ao colégio. É claro que esses meninos não vão aprender, que quando fizerem 15 anos vão sair da escola.
P. Como você enfrenta esses desafios com fortes restrições no orçamento?
R. Eu comecei o governo com um cenário de muitos avanços práticos porque conseguimos cortar 120 milhões de reais em gastos supérfluos e reunir recursos. Mas cada vez tenho menos dinheiro, a crise nacional chegou com muita força nas finanças estaduais. As obras federais foram paralisadas e isso gerou desemprego, e a redução dos repasses obrigatórios do Governo federal caiu 20% agora no mês de julho. Se essa queda se repetisse durante todo o ano, resultaria na perda de um bilhão de reais em um orçamento de 14 bilhões. Isso vai diminuir o ritmo de conquistas. Mas vamos avançar, eu tenho uma operação de crédito com o BNDES, e falo isso para afirmar como esse banco é importante para o Brasil, então ainda tenho um saldo para gastar nos próximos meses. E fiz muitos cortes de gastos, sobretudo em contratos terceirizados, como o da empresa que administrava as penitenciárias, que era um contrato de 16 milhões e cortamos a quatro milhões de reais.
 P. Como avalia a energia que domina a Câmara nesses dias?
R. Um fato externo da política levou à dissolução completa da agenda nacional. Esse fato é a Operação Lava Jato. A política passou a ser pautada pela agenda da polícia, do poder Judiciário, do Ministério Público. Neste momento, de um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econômica e de outro, o Congresso produz debates que são secundários. É como se a agenda verdadeira do país estivesse sendo secundarizada. E as consequências ai estão: a crise brasileira tem uma dimensão econômica, mas o mais desafiador é a dimensão política. Se nós pegamos as sete últimas eleições presidenciais, seis foram disputadas pelo PT e o PSDB, e essas forças hoje não conseguem reconduzir o debate político.
P. Qual e sua opinião sobre o presidente da Câmara?
R. Hoje Eduardo Cunha tem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Progressivamente ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce. Na conjuntura atual ele precisa de conflitos para tirar o foco dele, ele não é um agente pacificador neste momento.
De um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econômica e de outro, o Congresso produz debates que são secundários
P. Como você acha que se alcança a paz?
R. A solução pode estar entre o PT e o PSDB. Ambos são filhos da esquerda e do pensamento progressista paulista, que só se cindiu em 1994, na primeira eleição que Lula e FHC disputaram em cantos opostos. Eu não consigo imaginar que vamos sair de onde estamos com saídas convencionais. Não é possível revigorar o lulismo, por exemplo, a realidade não comporta essa solução. A conjuntura exige três movimentos. Primeiro, deve-se criar algum tipo de diálogo entre as principais forças políticas do país, sobretudo no nível institucional: regras do jogo, tirar o impeachment da mesa, respeitar a autonomia da polícia e do Judiciário, liberdade para desfecho da Lava Jato… Segundo, a esquerda deve se reorganizar. Eu defendo algo parecido à Frente Ampla do Uruguai ou à Concertação chilena [união de 17 partidos]. Ou seja, os partidos mantêm suas identidades históricas, mas se aglutinam em uma nova institucionalidade, para você ter um novo polo na esquerda. Em terceiro lugar, Dilma deve se apoiar nas lideranças políticas que não estão no olho do furacão, que são os governadores dos Estados. Ela tem que tentar construir uma agenda para o país que seja fora da agenda da crise política.
P. É possível?
R. Este último movimento pressupõe uma mudança na política econômica vigente. Sobre tudo no que se refere ao financismo, à visão dogmática do ajuste fiscal como uma imposição indeclinável dos mercados financeiros. Se você analisar friamente, os indicadores não são trágicos assim: 6% de desemprego, 9% de inflação, 58% de relação da dívida com o PIB, nós temos algum espaço de manobra, não estamos em um beco sem saída. Agora, é preciso querer sair do beco, e o financismo o impede, porque ele só coloca um ciclo vicioso com viés de baixa: recessão, juros altos e cortes de gastos se retroalimentam. você continuar nessa agenda vai aprofundar a recessão de modo incontrolável. E acho que esse é o debate mais importante neste momento. Em síntese, é preciso novos atores com uma nova agenda.
P. Você é governador de um Estado entre duas regiões, a Amazônia e o Nordeste. Os governadores do nordeste explicitaram na Carta de Teresina apoio à presidenta Dilma. Por que não tem surgido a mesma iniciativa do Norte no último encontro de governadores?
Hoje Eduardo Cunhatem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce
R. As cartas são uma expressão do pensamento médio. No caso da Amazônia o pensamento médio é uma defesa das regras do jogo democrático e não houve consenso para uma referencia explícita de apoio a presidenta. Foi discutida, eu defendi, mas não passou. Havia divergências políticas.
P. Defenderia o impeachment de Rousseff?
R. Sou radicalmente contra o impeachment, primeiro por convicção jurídica. O impeachment do presidencialismo não é igual à moção de confiança do parlamentarismo. Não existe impeachment por impopularidade. Não há nenhuma decisão do TCU [Tribunal de Contas da União]. Mas vamos imaginar que o argumento é valido, mesmo eu pensando que as tais pedaladas fiscais são ficção porque não houve operação de crédito disfarçada, o caso é do mandato anterior. Você não pode revogar um mandato com base em um fato de mandato anterior. Isso é juridicamente indiscutível. E segundo por considerar que uma eventual saída da presidenta Dilma iria aprofundar a crise institucional que nós ainda não resolvemos.
P. Voltando ao Maranhão, como pretende resolver os problemas de violência e corrupção nas penitenciárias do Estado, famosas por casos como as decapitações e canibalismo em Pedrinhas?
R. Hoje Pedrinhas não é tão diferente de outras penitenciárias do Brasil. Nós reduzimos a mortalidade nos presídios em 63% e as fugas em 61%. Não é zero, eu sei. Este ano tivemos quatro mortes no sistema prisional, no ano passado eram 20. Mas você vai me dizer que quatro mortes é um absurdo, e eu vou concordar. É absurdo. Esse ano tivemos já 15 fugas, a maioria derivadas de acordos dos presos com agentes das prisões. Por isso substituímos praticamente todos os 968 funcionários terceirizados do sistema.
P. O que significaria para um sistema prisional como o do Maranhão se a redução da maioridade penal fosse aprovada?
R. Eu já enfrento essa dificuldade, porque nossa população penitenciária cresceu neste ano 10% em seis meses, hoje temos 6.800 presos. Então se aprovassem essa medida, não seria sustentável. Fora a parte prática, sou totalmente contra porque é uma falsa solução, uma vez que a participação dos menores em crimes é absolutamente minoritária. O que devemos é aprimorar os mecanismos de punição antes que promover o aumento da superpopulação carcerária com base em um argumento que vai levar à redução primeiro até os 12 anos, e depois até os 10 anos. Porque as quadrilhas vão recrutar crianças cada vez mais novas. Estamos gastando energia cívica neste assunto, perdendo o tempo. Por que as instituições no Brasil estão todas enfraquecidas? Porque a sociedade não está se reconhecendo na institucionalidade que deixou de debater o que realmente importa, como a agenda da qualidade serviços públicos. Enquanto continua o debate político, o povo continua pendurado no ônibus, no subemprego, na moradia precária

Sertanejos dão show no programa Esquenta e se declaram filhos de Tuntum


A tarde de ontem (26) foi surpreendente para muitos tuntuenses que estavam assistindo o programa Esquenta, da Rede Globo, com Regina Casé. Dois filhos de Tuntum, até então desconhecidos, subiram ao 'palco' do programa participando de um concurso sertanejo, para a surpresa de todos, Carlos Henrique e Fabiano, apesar de residirem há bastante tempo em Araguaína-TO, honrosamente não negaram suas raízes e disseram que eram filhos de Tuntum após serem interrogados pela a apresentadora se eram de Araguaína. "Somos do interior do Maranhão, nascemos na cidade de Tuntum", disseram.
Em seguida o programa mostrou o portal sobre a BR-226, na entrada do povoado Arara, com o nome da cidade e a marcante frase: "No coração do Maranhão Bate Tuntum". Para os tuntuenses o momento foi mais do que emocionante em vê dois de seus filhos em rede nacional, na maior emissora do país falar com orgulho de sua cidade natal. Demonstrando amor por sua terra, os dois irmãos e os demais cantores presentes, inclusive Zezé de Camargo e Luciano, cantaram a música de Elba Ramalho: Bate coração (oi, tum, tum, bate coração...).
Os dois novos valores e os mais novos ilustres filhos não ganharam o concurso, mas deixaram a certeza de que o sucesso é uma questão de tempo, e que Tuntum permanecerá viva diante de qualquer situação. Valeu...   

Rede Record exibe série sobre as belezas do Maranhão

Foto 3 - Belezas do MA na Record

Terras das Águas’ é o nome da série sobre o Maranhão que vai ao ar, a partir desta segunda-feira (27), às 21h30, durante o Jornal da Record. Serão cinco episódios com duração de 15 minutos cada, exibidos em todo o Brasil e em 150 países, por meio da Record Internacional.
Foto 1 - Belezas do MA na Record
O roteiro contemplou os polos São Luís, Lençóis Maranhenses e Delta das Américas, e Chapada das Mesas. A equipe visitou os municípios de São Luís, Raposa e Alcântara, seguindo para Tutóia, Santo Amaro e Carolina.
As imagens foram captadas em junho, durante o período dos festejos juninos. “Além dos destinos turísticos, a equipe da Rede Record pôde vivenciar a diversidade cultural encontrada no Maranhão. Nossa expectativa é que as reportagens apresentem parte das inúmeras experiências que o turista poderá vivenciar em nosso estado”, explicou a secretaria de Turismo do Maranhão, Delma Andrade.

domingo, 26 de julho de 2015

COPA MASTER: Mac e Ipu-Iru goleiam e seguem invictos na competição

Em pé: Cláudio, Nego, Leandro, Deusimar, Netão, Remi e Afrânio. Agachados: Tontonho, Sandes, Zé Gerônimo, Bito e Iramar
       

Ontem aconteceu mais uma rodada da Copa Master Julcian Carvalho Melo, no estádio Temão, na preliminar o Ipu-Iru venceu com facilidades o Vila Nova por 4x2. O time do Vila marcou primeiro, mas o Ipu-Iru não respeitou o seu favoritismo, virou o jogo e terminou aplicando uma goleada.
No jogo principal, às 16h, o Mac enfrentou a Vila Bento, e venceu por 3x0, gols assinalados por Tontonho, Sandes e Cláudio. O Mac teve oportunidades no decorrer do jogo de ter ampliado o marcador, mas perdeu inúmeras chances claras de gol. Na manhã de hoje (26) jogaria São Raimundo e Tuntum de Cima, mas o jogo não aconteceu em razão da ausência do Tuntum de Cima. O São Raimundo ganhou os pontos por WO.

Na próxima rodada, sábado, dia 1º, às 15h, a equipe do bairro Mil Réis enfrenta o Kanabá. Às 16h o Vila Nova enfrenta o Mac. No domingo, às 8h, a Vila Bento enfrenta o Ipu-Iru. Os 'vencedores' passarão para a próxima fase da competição. 

Flávio Dino e a cruzada em defesa do país e da democracia


Brasília - DF, 25/02/2015. Presidenta Dilma Rousseff recebe Flávio Dino, Governador do Estado do Maranhão. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Presidenta Dilma Rousseff recebe Flávio Dino, Governador do Estado do Maranhão. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
O governador Flávio Dino tem protagonizado importante movimento nacional junto aos governadores em defesa da governabilidade e dos princípios democráticos do país. O primeiro passo dado pelo líder político maranhense foi articular junto aos seus pares do Nordeste a carta aberta assinada por todos os governadores nordestinos em defesa da democracia, de crença no país e de apoio à presidente Dilma Rousseff.
O governador Flávio Dino tem protagonizado importante movimento nacional junto aos governadores em defesa da governabilidade e dos princípios democráticos do país. O primeiro passo dado pelo líder político maranhense foi articular junto aos seus pares do Nordeste a carta aberta assinada por todos os governadores nordestinos em defesa da democracia, de crença no país e de apoio à presidente Dilma Rousseff.
Ontem, foi a vez dos nove governadores da Amazônia Legal. Reunidos em Manaus, os gestores estaduais abraçaram a tese defendida por Flávio Dino de um grande acordo nacional para que a governabilidade seja garantida.
Além de ser defensor da democracia e dos princípios constitucionais, Flávio Dino e os colegas governadores tem demonstrado crescente preocupação com os rumos da economia do país, cuja retração começa afetar estados e municípios.
Todos concordam que parte da crise econômica ocorre em face da instabilidade política porque passa o país. E estão dispostos a assumir papel de protagonismo na busca do entendimento nacional.
A iniciativa do governador do Maranhão e dos demais governadores vai ao encontro dos movimentos recentes adotados por Dilma, que organiza um encontro com os 27 governadores em busca de apoio para baixar a temperatura política do país.
Com apenas sete meses de governo, mas a experiência acumulada como magistrado, deputado federal e executivo de muito trânsito, prestígio e reconhecido nacionalmente, Flávio Dino cumpre papel de protagonismo republicano no cenário nacional poucas vezes visto por políticos de nosso Estado.

Roberto Rocha pode perder mandato de senador


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Roberto Rocha poderá perder mandato por irregularidades na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Zé Reinaldo entra na fila do Senado e busca aproximação com Sarney.
A situação do senador Roberto Rocha (PSB) é muito complicada. Os próximos meses prometem ser de muita turbulência por conta da incerteza de sua permanência do Senado. Seu mandato está ameaçado por uma Representação por Captação Ilícita de Recursos, de iniciativa do PMDB. O processo tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) e deve ir a julgamento, no máximo, até setembro.
A fonte do blog informa que a prestação de contas do senador Roberto Rocha estaria cheia de irregularidades que podem levar à cassação de seu mandato. Teriam sido encontrados vários ‘buracos’, como utilização de notas frias, de empresas de fachada, prática de caixa dois, dentre outros.
Uma fonte de Brasília informa que o ex-senador Sarney acha que possivelmente Roberto Rocha perderá o mandato e que não caberá recurso. Além de deixar o cargo, Roberto Rocha poderá ficar inelegível por oito anos. Em se confirmando a cassação, será realizada nova eleição para o senado no Maranhão.
Alguns analistas ouvidos pelo blog acham que o recente artigo do deputado federal José Reinaldo Tavares, propondo um pacto pelo Maranhão, teve um objetivo claro: uma aproximação com o senador José Sarney para que seja ‘ungido’ candidato pelos grupos políticos do governo e oposição, em caso de nova eleição. José Reinaldo já teria conhecimento que a situação de Roberto Rocha é crítica e que, diante das irregularidades na prestação de contas, dificilmente permanecerá no Senado.
Em entrevista à Rádio São Luís, na manhã de sexta-feira (23), o ex-governador voltou a tecer elogios ao ex-senador José Sarney. “O Sarney é poderoso. Se ele quiser atrapalhar, atrapalha, pois tem força política pra isso. Ele não está morto. Tem 86 anos, mas está vivo. A Dilma não consegue governar sem o PMDB e sem o Sarney. Ele tem força política”, disse Reinaldo. Além disso, o ex-governador disse que a presidente Dilma não tem forças para contrariar Sarney.
Em determinado ponto da entrevista, José Reinaldo deixou escapar um dos motivos para se reaproximar do grupo Sarney. Disse que sempre desejou ser senador pelo Maranhão. Um sonho que pode ser realizado com uma nova eleição e com o apoio do senador Sarney?
Enquanto José Reinaldo ainda sonha com uma cadeira no Senado, Roberto Rocha vive dias de incertezas quanto ao seu futuro político. Sem mandato, voltará ao limbo, à insignificância na política, podendo perder peso político para continuar tentando controlar o PSB.
 Marrapá

sábado, 25 de julho de 2015

Delator se oferece para contar à Lava Jato segredos devastadores sobre Lula

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Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado. Agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.
Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antonio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder.
É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras
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