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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Na contramão da crise, Maranhão trilha caminho diferente do cenário nacional, mas com cautela

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Diferente do impacto nos demais estados brasileiros, o Maranhão vem driblando a crise econômica, especialmente na esfera pública. Mesmo com o rombo bilionário deixado pelo governo Roseana Sarney (PMDB), o Estado está pagando os débitos, concedendo incentivos para a criação de empresas, reajustou o salário dos servidores públicos e está ampliando o quadro em áreas essenciais como educação e segurança.
Nos demais estados, a busca por alternativas segue em um ritmo muito diferente. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também enfrenta dificuldades deixadas pela gestão anterior. Diferente do governo maranhense, que conseguiu conceder o maior reajuste aos servidores da segurança entre os estados vizinhos, o governador Rollemberg tem dificuldades para pagar o reajuste concedido no ano passado e já fala em congelar salários e demitir servidores comissionados para equilibrar as contas.
Até mesmo a União, que congrega a maior fatia da arrecadação de impostos do país, decidiu congelar os salários dos servidores até agosto de 2016 por entender que diante do momento de crise, a média de salários no setor público é superior ao privado e os servidores têm estabilidade no emprego, o que não ocorre na iniciativa privada que está realizando cortes.
Para evitar um colapso na economia e no funcionamento da máquina pública, o Governo Federal anunciou uma série de medidas na segunda-feira (14) incluindo a recriação da CPMF que foi discutida com 19 governadores aliados pela presidente Dilma Rousseff e deve ser o foco das tratativas da presidente esta semana.
Além do esforço para a criação da CPMF, que depende de aprovação no Congresso, foram anunciadas outras medidas que já serão adotadas pelo Governo Federal como redução de benefícios a determinados setores da economia, criação de um novo imposto, corte de R$ 2 bilhões com dispensa de servidores comissionados e gastos administrativo
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